viernes, 21 de febrero de 2014

Un poquinho de Portugués, para hispano-parlantes

El portugués, un español mal hablado como algunos ajenos lo condenan, la lengua para decir Ronalyinho, fuchibol, saudalli, samba, muito obrigado, garota, Riu yi Yaneiro, con ese sonado acento; una lengua que ligeramente comprensible al escucharla se torna familiar cuando es leída, un laberinto de palabras transmutadas, claves, habituales y desconocidas. Igual de gallardo e ilustrado, de robusto y necio, de poético y prosaico, excelso y envilecedor, que su hermano Iberorromance, nuestro español. Dos lenguas respectivamente inteligibles, es decir cumplen los fines prácticos de la comunicación entre sus hablantes, sin estudios o conocimientos previos. Por esta razón, resulta más interesante cantar “Ai se eu te pego” que el “Gangman style”, el portugués es una lengua maravillosa, y así como dos hermanos, tienen sus personalidades, sus sustratos que los hacen únicos y especiales, su forma de implicarnos, su gracia, su magia, su mundo... Así, luego de un recorrido por la lírica de la lengua portuguesa, y su interacción con el español, les comparto algunos hits de esta familia, para que pongan a prueba esa “inteligibilidad” y se den un breve roce sociocultural, por la lengua que por estos días está de moda. Caralhuuuuu!!!.


Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade


Atlas (fragmento)

Descobrir o desconhecido não é uma especialidade do Simbad, do Erico o verlmeho, ou copernico. Não há um único homem que não seja um descobridor. Ele começa descobrindo o amargo, o salgado, o côncavo, o liso, o áspero, as sete cores do arco-íris e as vinte e tantas letras do alfabeto; passa pelos rostos, mapas, animais e astros; conclui pela dúvida ou pela fé e pela certeza quase total da própria ignorância.

Jorge Luis Borges e Maria Kodama

Um dia

Lá, no confim.
Onde as areias mergulham,
na beira do sol e da paz;

as garras do mato divisam
pela maciez do azul imensurável,
alvorada de pesca.

Nasce o tempo de colheita de rúcula,
de sí-lá-bas;
As letras emanam, se enraízam,
se amalg(amam).

Aos berros,
os versos dançam...
inebriados do lusco-fusco;
harmonizados... em sinfonia,
diante a batida dos dias,
regidos pela orbita do ar.

Estranheza,
no fragor do alvoroço.
Sentença do diatribes,
e (a)versões.

Rapsodo daqueles dias transatos,
afim de largar a feição,
comunhão de essências.
Artífice e contemplador.

Um dia.

Crack




Remember when you were young, 
you shone like the sun.

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